Nas conversas que vou tendo com Jamaicanos, invariavelmente acabamos por falar sobre mulheres, nomeadamente as Jamaicanas, e de como segundo eles, eu tenho de "experimentar" uma Jamaicana.
Um colega meu estrangeiro, que está cá há dois meses, e que ainda não esteve com nenhuma mulher aqui, é gozado pelos Jamaicanos lá do trabalho. Às vezes ouve bocas do género: "olha-me este copinho de leite, está cá há 2 meses e ainda não papou nenhuma! Que menino!".
Ao mesmo tempo, a Jamaica é um país com uma cultura profundamente homofóbica. Inclusive por lei a homossexualidade é crime, por isso os homens Jamaicanos sentem uma grande necessidade de provarem que são sexualmente activos com mulheres e muito machos. E muitas vezes, não se pode sequer fazer piadas sobre gays. Ou "batty boys" como se diz em patois Jamaicano.
Quando se vai a uma discoteca tipicamente Jamaicana, é normal ver-se os homens a roçarem-se no rabo das mulheres e elas dobram-se quase de gatas no meio da pista de dança, enquanto eles se roçam nelas. É uma experiência surreal.
Na semana passada um Jamaicano levou-me a a mim e a outro colega estrangeiro a uma discoteca e estabeleceu como objectivo para essa noite que ele tinha de ir para a cama com uma tipa qualquer. E claro, ele queria que eu fosse por arrasto e estava empenhadíssimo em arranjar-me alguém para eu o acompanhar na aventura. Na pista de dança enquanto ele se roçava numa tipa qualquer, quase me queria obrigar a que eu me roçasse no rabo da amiga que era feia que nem uma porta.
Normalmente a ideia de me roçar no rabo de uma mulher é algo que me é bastante apelativo, mas convém que ela seja minimamente atraente, o que claramente não era o caso. No entanto achei que era melhor não argumentar com ele, pois ele é claramente aquele tipo de gajos que come tudo o que se mexe, e se não me roçasse na tipa ele ainda achava que eu era panilas (pensei eu no meio das minhas paranóias de estrangeiro inadaptado à realidade local).
Por isso lá me encostei e comecei a roçar-me na miúda. Enquanto eu me roçava nela, ele olhou para mim com um ar do género "Quem é que te arranja gajas boas? quem é? quem é?".
À pala destas brincadeiras tenho números de telefone de miúdas que conheci, mas que não me interessam minimamente e que nunca cheguei a ligar (nem tenciono fazê-lo).Como ainda não tive nenhuma experiência com uma Jamaicana, ultimamente nas conversas sobre mulheres, tenho tido o cuidado de mencionar relações anteriores que tive com mulheres em Portugal. Não vá algum Jamaicano achar que sou um "batty boy" :)
sábado, 2 de janeiro de 2010
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Queremos 1video dessas saídas!!!
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